quarta-feira, março 20, 2024

Primavera

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A palavra "primavera" tem origem no latim. Deriva do termo "prima vera", que significa "primeiro verão". Em latim, "ver" significava "verão" e "prima" designava "primeiro" ou "inicial". Com o tempo, "prima vera" evoluiu para "primavera" em várias línguas românicas, incluindo português, espanhol, italiano e francês. O termo refere-se à estação do ano que marca o início do período mais quente e é geralmente associado ao florescimento da natureza após o inverno.

De acordo com a mitologia greco-romana, a primavera é frequentemente associada a várias divindades e mitos que refletem renovação, crescimento e fertilidade.

Perséfone (Proserpina): Perséfone é uma das figuras centrais associadas à primavera na mitologia grega. Ela é filha de Deméter, a deusa da agricultura, e foi sequestrada por Hades, o deus do submundo. Deméter, de luto pela perda de sua filha, fez com que a terra se tornasse estéril até que Perséfone fosse devolvido. Zeus interveio e negociou com Hades, permitindo que Perséfone passasse parte do ano no submundo e parte na superfície. A sua permanência na superfície coincide com a primavera e o verão, quando a terra floresce.

Deméter (Ceres): Deméter é a deusa da agricultura e da colheita na mitologia grega (conhecida como Ceres na mitologia romana). Sua dor pela ausência de sua filha Perséfone resulta na estação fria e estéril, enquanto sua alegria com o retorno de Perséfone traz a primavera e o florescimento da natureza.

Adonis: Adonis é um belo jovem mortal que capturou o coração de Afrodite (Vênus). Morreu a caçar um javali e foi transformado numa flor, muitas vezes associada à anémona. A história de Adónis simboliza o ciclo de renovação da vida e muitas vezes está ligada à primavera.

Dionísio (Baco): Dionísio é o deus do vinho, da fertilidade e da festa na mitologia grega (conhecido como Baco na mitologia romana). Suas festas, como a Dionísia, eram celebradas na primavera e envolviam rituais de renovação e fertilidade.

Flora: Na mitologia romana, Flora é a deusa das flores e da vegetação. O seu festival, Floralia, foi celebrado no final de abril e início de maio, marcando o início da primavera. O festival era conhecido por suas danças, flores e rituais em homenagem à fertilidade.

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Na mitologia celta, a primavera é celebrada com festivais e rituais que marcam a transição do inverno para a estação mais quente. O festival mais conhecido que marca o início da primavera na tradição celta é Beltane, que é comemorado no primeiro dia de maio. No entanto, as celebrações variam de acordo com as diferentes tradições e regiões celtas.

 Beltane é um dos festivais celtas mais importantes e é celebrado com fogueiras, danças, música e rituais sagrados. É um momento de alegria e renovação, quando as pessoas acendem fogueiras para purificar e proteger suas casas e terras, além de celebrar a fertilidade da terra e dos animais. As pessoas dançam em torno do Maypole (o mastro de maio) em rituais que simbolizam a união entre o céu e a terra, o masculino e o feminino.

Nalgumas tradições celtas, as pessoas celebram a floração da natureza, fazendo coroas de flores e participando de procissões para honrar as plantas que voltam a brotar na primavera. Estas festas incluem rituais de agradecimento aos espíritos da terra e pedidos de fertilidade para os campos e colheitas.

 A primavera é vista como um momento de limpeza e renovação espiritual. Muitas tradições celtas realizam rituais de purificação, como banhos em rios sagrados ou a queima de ervas aromáticas, para limpar a energia negativa e atrair boas vibrações para o novo ciclo. Durante as celebrações da primavera, os celtas honram divindades associadas à fertilidade, como a deusa da terra e da fertilidade, geralmente chamada de deusa-mãe, e o deus cornífero, que representa a vitalidade da natureza. Como em muitas culturas antigas, as festividades da primavera têm como objetivo celebrar a renovação da vida e a conexão com a natureza.

Ostara é um feriado pagão moderno que celebra o equinócio da Primavera, que habitualmente ocorre por volta de 20 ou 21 de março no hemisfério norte. O equinócio marca o início oficial da primavera, quando o dia e a noite têm a mesma duração. O nome "Ostara" deriva de Eostre, uma deusa germânica da fertilidade e da primavera.

A celebração de Ostara está enraizada em antigas tradições pagãs, particularmente as de origem germânica e celta. Envolve vários rituais e costumes, como a decoração dos ovos, que simbolizam fertilidade e vida nova, e a incorporação de símbolos de coelho ou lebre, que também estão associados à fertilidade.

Ostara é considerado um momento de equilíbrio, renovação e crescimento. É um momento para celebrar o retorno da vida à Terra após a dormência do inverno e abraçar a energia de novos começos. Muitos pagãos e wiccanos modernos celebram Ostara com rituais que honram a mudança das estações e os temas de renascimento e transformação.

 O nome Eostre é a fonte etimológica da palavra inglesa "Easter", que é a celebração cristã da ressurreição de Jesus Cristo. Há poucos registos históricos sobre Eostre, mas é mencionado pelo historiador anglo-saxão Beda, o Venerável, no século 8.

Segundo a tradição, Eostre é uma deusa que traz a renovação da vida na primavera. É frequentemente associada a símbolos de fertilidade, como ovos e coelhos. Algumas das práticas associadas a Eostre sobreviveram em tradições folclóricas, como ovos decorados e a prática de caça aos ovos durante as celebrações da Páscoa.

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