Fernando Pessoa
O BURRO E AS DUAS MARGENS
É costume contar-se às crianças, quando começam a estar em
idade de começar a ser estúpidas, uma história a propósito de um burro que
chega à margem de um rio e não consegue passar para a outra margem.
O rio não tem ponte, o burro não sabe nadar, não há barca
que o transporte. O que faz o burro? Depois de algum tempo de pensar, a criança
diz que desiste. E então a pessoa adulta, que lhe pôs a adivinha, diz: O mesmo
fez o burro. O que devia dizer era: És como o burro, porque assim é que a graça
tem graça, se é que a tem.
Mas a história não se passou assim, e foi o burro mesmo que
m'a contou.
O burro chegou à margem do rio, e queria passar para a outra
margem. Verificou, efectivamente, e nesse particular a história é verídica como
se narra, que (a) não havia ponte, (b) não havia barco, (c) ele, burro, não
sabia nadar.
Então o burro pensou: O que faria um homem no meu caso? E,
depois de pensar, pensou: Desistia. Pois bem, decidiu: Sou como o homem.
Porque, nesta adivinha, ninguém pensou numa coisa: é que o
homem desistia também.
Moralidade: A política partidária é a arte de dizer a mesma
coisa de duas maneiras diferentes. O melhor é dizer em segundo lugar, porque
como é o homem que faz a adivinha, adiante vai o burro.
Moralidade:
Cuidado com o avesso.
Cuidado com os tecidos políticos que se podem virar do
avesso.
Pessoa Inédito. Fernando Pessoa. (Orientação,
coordenação e prefácio de Teresa Rita Lopes). Lisboa: Livros Horizonte, 1993. «Fábulas
para as Nações Jovens».
Os burros são muitas vezes subestimados em termos de
inteligência. Na verdade, são animais muito inteligentes e têm uma excelente
memória. Alguns dizem que os burros são mais teimosos do que outros animais,
mas na verdade, eles podem ser bastante sensíveis e exigir um tratamento gentil
e respeitoso. São conhecidos pela sua resistência física. Eles são capazes de
transportar cargas pesadas em terrenos difíceis e longas distâncias,
tornando-os animais de trabalho valiosos em muitas culturas ao redor do mundo. Fazem
um som distinto chamado "neigh" ou "ia". Este som é
diferente do barulho dos cavalos e é uma das formas de os burros comunicarem
entre si.
Os burros são conhecidos pela sua resistência a condições
meteorológicas adversas. Podem suportar temperaturas extremas, tanto em
ambientes quentes como frios, e são adaptáveis a diferentes tipos de terreno, e
têm geralmente uma vida útil mais longa em comparação com os cavalos. Em média,
podem viver 25 a 30 anos e, em alguns casos, até mais.
O cruzamento entre um
burro macho e uma égua resulta num animal híbrido conhecido como mula. As mulas
são conhecidas por serem resistentes e possuírem características favoráveis
tanto de burros como de cavalos. Ao longo da história, os burros desempenharam
um papel crucial na agricultura, no transporte e como companheiros de trabalho.
Eles eram usados para puxar arados, transportar mercadorias e como um meio de
se locomover em áreas rurais.
Os burros são animais
sociais que geralmente preferem a companhia dos outros. Eles formam fortes
laços com outros membros do rebanho e podem se tornar solitários ou ansiosos
quando isolados. A anatomia dos burros é única, com olhos grandes e orelhas
compridas. Essas características ajudam na sua capacidade de perceber ameaças,
como predadores, a distâncias maiores. Além de seu papel histórico como animais
de trabalho, os burros também são apreciados como animais de estimação. Sua
natureza gentil e personalidade cativante fazem deles companheiros amorosos em
muitos lares ao redor do mundo.

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