terça-feira, janeiro 31, 2006

Teu corpo....

A (in)segurança de um Bar Gay

Dourada ilusão, suave tentação...



Esta angustia que me consome
me invade e desconcerta;
Porque em mim se instalou,
e o meu coração desmoronou?

Sinto-me uma formiga
no meio de um enorme salão;
Quero que a minha mente consiga
acalmar meu coração.

Mas tudo em vão...
Pois ele, teimoso e desconcertado
teima em bater sem parar.
Apenas junto do teu quer estar...

Amor, Loucura?
Ou será que é paixão?
Como terá começado
esta enorme confusão?

Não sei, não consigo saber.
Apenas sei, que quando de ti me afasto
parte de mim morre
e fico louca por não te ter.

só penso no momento
em que para ti vou voltar.
Pois meu coração inquieto
junto a ti quer estar.

Por te beijar,
te sentir
Louco de desejo de te amar
numa noite radiante de luar.

E aí me entrego a ti
e lentamente os dois nos despimos,
um no outro nos perdemos,
e num só ser nos Fundimos.

Enbriaganos a paixão,
o calor humido dos corpos,
e juntos descobrimos
uma nova sensação.

Sensações estranhas
Prazeres da carne terrenos.
Pecado ou não?
Nunca o saberemos.

Meu coração louco
corre para te beijar,
pois cada momento é pouco
para loucamente te amar.

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Fazer Amor....

Fazer amor requer arte inconsciente

Fazer amor transcende o feio e o bonito

Fazer amor requer a alma despida

Fazer amor transcende a sexualidade

Fazer amor é ignorar todos os conceitos

Formais da humanidade

E se entregar como quem se doa a si mesmo

Fazer amor não tem vínculo algum

Com o lado físico dos seres

Fazer amor é uma divindade.

Divindade que advém do mais nobre dom da vida :

a própria vida.

Fazer amor é enlouquecer a anatomia.

Não importa a forma.

o que importa é não importar com coisa nenhuma.

Fazer amor é fazer de inconcebíveis palavrões

Um lindo poema.

Fazer amor é fazer do corpo

Um banquete de sonhos

E fazer da alma o berço do gozo...

sábado, janeiro 28, 2006

Anseios...



Meu doido coração aonde vais,
No teu imenso anseio de liberdade?
Toma cautela com a realidade;
Meu pobre coração olha que cais!

Deixa-te estar quietinho!Não amais
a doce quietação da soledade?
Tuas lindas quirneras irreais,
Não valem o prazer duma saudade!

Tu chamas ao meu seio, negra prisão!
Ai, vê lá bem, ó doido coração,
Não te deslumbres o brilho do luar!...

Não 'stendas tuas asas para o longe..
Deixa-te estar quietinho, triste monge,
Na paz da tua cela,a soluçar...

Florbela Espanca

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Momentos....





Eu vi-te e ti viste-me.
Tu sorrias e eu chorava…
Sorrias por estares a meu lado,
eu chorava porque tu não sabias
que entre nós tudo tinha terminado.
Nada mais nos restava
a não ser a morte…

Amor II


Amor é algo que não sinto
algo que não vivo
qualquer coisa que transforma os outros
e a mim me deixa completamente de lado
......
Amor é algo que não se sente
mas que se vive de uma maneira intensa e inesquecivel.

terça-feira, janeiro 24, 2006

Amor....



O amor
É algo que dói,
Sem nunca sabermos onde;
É um aperto,
Cá dentro,
Numa noite fria de Dezembro;
É uma estrela,
Que se procura sem porquês.
São lágrimas perdidas,
Algures,
Num espelho de loucura.
O amor é quando damos
E queremos
Sempre
Algo em troca.
É um vaso preto
Sem fundo;
Pode transformar-se
Num túnel de amargura
Que escurece;
Ou o desejo de te ter
E de pedir a luz.
É sentimento que não se esquece
Pois é tudo o que o coração manda
Porque quando amamos
Não vemos,
Sentimos.


O Vazio

Não me procures mais aqui,
Já cá não estou.
Vazia,
Sem prioridades nem objectivos
Agora
Faço parte do vento;
Sou o brilho da neve
Ou,
Talvez,
O sol que aquece
A semente no campo.
Procura-me aí,
No teu coração.
Procura-me naquela flor
Ou no rio que avança,
Sossegado…
Foi assim que eu sempre quis,
Ficar sossegada
Para sempre.
Por ti,
Sou a voz e o coração
De um mundo cruel
Que grita paz e amor
Mas,
Para quem?!
O mundo que eu amo
Eu já perdi.
Por isso,
Agora,
Encontras-me numa ruela,
Sozinha no meio da multidão.
Procura-me.
Saberás quem sou
Quando me encontrares.

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Vai um cafézinho....


Adoro café, mas não costumo engolir sapos...não sei como esta rãzinha foi aqui parar.

Amor


Não sei se o amor existe....:
Eu senti e tu sentiste
aquilo que raramente se sente nas nossas vidas.
Uma dor desconhecida
que torna feliz quem a sente...

  Bolinhos e bolinhós Para mim e para vós Para dar aos finados Que estão mortos, enterrados À porta da bela  cruz Truz! Truz! A senhora que ...