A figura do
corvo está presente na mitologia de várias culturas ao redor do mundo. Na Ásia
Central e Oriental, por exemplo, há o Yatagarasu – um corvo de três patas –
conhecido por ser o mensageiro do céu e o deus sol.
Cada uma das
patas do Yatagarasu representaria uma das qualidades básicas dos deuses, de
acordo com a mitologia japonesa: chi (sabedoria), jin (benevolência)
e yuu (valor).
O Yatagarasu
não é interpretado como um sinal de mau presságio, mas sim como um poderoso
navegador, característica esta observada nos corvos, que são capazes de se
orientar facilmente mesmo em terras desconhecidas.
Na tradução do
japonês, Yatagarasu significaria aproximadamente “Corvo de 8 Pernas” ou “Supremo
Corvo Divino”. Para a cultura japonesa, o número oito é interpretado com
sinônimo daquilo que é "supremo" e "perfeito".
Hugin e Munin
Este par
de corvos está presente nas narrativas da mitologia nórdica. Conforme o
nórdico antigo, Huginn significa “pensamento”; e Muninn quer
dizer “memória”.
Hugin e Munin
são mensageiros do deus Odin. Percorrem todo o mundo de Midgard —
reino dos seres humanos (a Terra), como era conhecida pelos antigos nórdicos —
coletando informações e transmitindo-as ao “pai dos deuses”.
Corvo na
Bruxaria
Os corvos
também são constantemente associados aos contos de feitiçaria e bruxaria. De
acordo com muitas culturas, as bruxas e feiticeiros utilizam das capacidades de
premonição dos corvos para prever o futuro e se comunicarem com as forças
espirituais do além, já que o corvo também representaria a ligação entre o
mundo dos vivos e dos mortos.


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