quarta-feira, fevereiro 07, 2024

O fascínio das mandalas - Parte II


A contribuição de Carl Gustav Jung para a compreensão da mandala na psicologia é significativa. Jung, um renomado psicólogo suíço, desenvolveu a teoria da mandala como um símbolo arquetípico que representa a totalidade do eu e a jornada da individuação. Aqui estão alguns pontos importantes relacionados ao simbolismo da mandala da perspetiva de Jung:

ü    Círculos Sagrados e Símbolo Universal: Jung considerava o círculo como um símbolo universal que representa a totalidade, a eternidade e a unidade. Ele via as mandalas como representações visuais desses conceitos, denominando-os "círculos sagrados".

ü    Ordem Psíquica e Autoconhecimento: Jung acreditava que a criação espontânea de mandalas pelos indivíduos refletia processos internos de busca de ordem psíquica. Ao desenhar ou pintar mandalas, as pessoas estavam inconscientemente expressando e integrando aspetos de si mesmas.

ü    Individuação e Transformação Pessoal: A jornada da individuação, segundo Jung, é o processo de se tornar a pessoa única e completa que se deve ser. Ele via a mandala como um símbolo desse processo, onde a busca pelo autoconhecimento e integração de elementos inconscientes levava à transformação pessoal.

ü    Expressão Criativa e Terapia: Jung incorporou o uso da mandala em sua prática terapêutica, incentivando os pacientes a criarem suas próprias mandalas. Ele observou que a expressão criativa através de mandalas poderia ajudar na compreensão de conflitos internos, facilitar a autorreflexão e promover a cura psicológica.

ü    Símbolos arquetípicos em mandalas: Jung identificou símbolos arquetípicos recorrentes em mandalas, como o centro, circunferência, quadrados, triângulos e animais. Estes símbolos tinham significados universais e podiam ser interpretados em relação à psique individual de cada pessoa.

ü    Integração de Opostos: A mandala muitas vezes representava a reconciliação de opostos. Jung via o processo de integração de elementos opostos dentro da mandala como uma manifestação simbólica da resolução de conflitos internos.


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