
Tinha os olhos abertos mas não via.
O corpo todo era saudade
De alguém que o modelara e não sabia
Que o tocara de Maio e claridade.
Parava o seu gesto onde para tudo:
No limiar das coisas por saber;
- e ficara surdo e cego e mudo
Para que tudo fosse grava no seu ser.
Eugénio de Andrade
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