sexta-feira, maio 03, 2024

António Aleixo

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgO1judXa2Qdl42vocREwFUbtwIrOAkAP6n2sjuy4W-kWgt9zKSPN_UykmeaAJ9DI9nyr4B5vWN25iIYJg5jiC2JpAYmaySYEeE0-O2zQ6o9znJqcVGklAVAzwBWqNK1uJKI1vuckosEKNEynRvy5-RSx5o9n22fK_6r5iotT7bMFJZ2HZBuw/w438-h230/antonio_aleixo_ha_tantos_burros_mandando_em_homens_de_i_l261v6z.jpeg


António Aleixo foi um poeta e filósofo popular português, nascido a 18 de fevereiro de 1899, em Vila Real de Santo António, Portugal, e falecido a 16 de novembro de 1949. É reconhecido como um dos mais importantes poetas populares do século XX em Portugal. Aleixo nasceu numa família humilde e passou grande parte da sua vida a trabalhar como pedreiro. Apesar da sua limitada formação escolar, António Aleixo deixou uma obra literária significativa, caracterizada pela simplicidade da linguagem, do humor e de uma profunda compreensão da condição humana. As suas quadras populares, muitas vezes rimadas em forma de soneto, refletem as preocupações sociais, filosóficas e morais do povo português.  Aleixo abordou temas como a pobreza, a injustiça social, o amor, a hipocrisia e a busca do sentido da vida. O seu trabalho, inicialmente pouco reconhecido, ganhou notoriedade após a sua morte e é valorizado pelo seu estilo simples e direto, bem como pela sua capacidade de transmitir mensagens profundas em poucas palavras. Ele é especialmente lembrado por sua observação aguda da sociedade e sua capacidade de expressar essas observações de forma poética. Tal como os velhos bardos e trovadores, o poeta popular português António Aleixo nunca se preocupou em gravar as suas composições, até porque era quase analfabeto. Mas graças à obra de Joaquim de Magalhães, compilador dos versos ditados pelo poeta, um primeiro volume de quadras surgiu em 1943, ou seja, apenas seis anos antes da morte do autor. Mais dois livros surgiriam em vida: Intencionais, em 1945 e Auto da Vida e da Morte, em 1948. Depois, o resto da obra, publicada postumamente, e só recolhida na íntegra em 1969, sob o título "Este livro que vos deixo".

 

Em resposta a algumas provocações de meninos malcriados, António Aleixo dizia:

"Não sou esperto nem bruto
Nem bem nem mal-educado;
Sou simplesmente o produto
Do meio em que fui criado."

Sem comentários:

  Bolinhos e bolinhós Para mim e para vós Para dar aos finados Que estão mortos, enterrados À porta da bela  cruz Truz! Truz! A senhora que ...